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Uncanny
Trata-se duma experiência sensorial ambivalente: familiar e estranha ao mesmo tempo. Ela pode surgir por meio de luzes, sombras, ressonâncias ou materialidades que provocam um desequilíbrio perceptivo, intensificando a carga emocional e afetiva da atmosfera. Aqui, o inquietante funciona como um mecanismo estético e fenomenológico que altera a percepção do habitar. O uncanny designa a experiência do inquietantemente familiar, que no urbanismo menor emerge em práticas cotidianas não normativas, em atmosferas espaciais como incompatibilidades sensoriais perceptivas e em espaços intermediários como ambiguidade liminar entre margens urbanas.