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Paratexto
O paratexto, conceito originalmente formulado por Gérard Genette na teoria literária, refere-se aos elementos marginais que circundam um texto — prefácios, capas, notas, margens — e que condicionam sua recepção. Reinterpretado no campo urbano-arquitetônico, o paratexto pode ser entendido como os dispositivos periféricos e mediadores que, sem constituírem o espaço principal, moldam sua experiência sensível, sua legibilidade e suas formas de apropriação. Relaciona-se ao urbanismo menor ao iluminar micropráticas infraordinárias e sinais marginais — grafites, inscrições, mobiliário informal, gestos cotidianos — que funcionam como molduras do espaço urbano não reconhecidas pelo urbanismo hegemônico; às atmosferas espaciais, por abarcar aquilo que condiciona o sensível — luz, som, cheiro, textura — operando…