• In-between

    Fronteira

    Zona de separação e contato entre territórios, marcada por tensão, negociação e encontro. A fronteira, entendida como limite urbano que separa mas também conecta diferentes territórios, conecta-se ao urbanismo menor ao revelar práticas cotidianas e não normativas que desafiam a rigidez das delimitações políticas ou espaciais, transformando zonas fronteiriças em espaços de convivência e experimentação; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como as fronteiras produzem ambiências de tensão e negociação, marcadas por encontros culturais, sensoriais e sociais que afetam a experiência coletiva do espaço; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por constituir-se como zona liminar de passagem e conflito, onde a separação é simultaneamente abertura, e a diferença se converte…

  • In-between

    Limite

    Linha física, simbólica ou sensível que separa e, ao mesmo tempo, conecta espaços, funcionando como zona de passagem e negociação. O limite, entendido como a linha — física, simbólica ou sensível — que define e organiza separações no espaço urbano, conecta-se ao urbanismo menor ao mostrar como práticas cotidianas e infraordinárias podem contestar, negociar e reconfigurar essas linhas, transformando-as em territórios de uso coletivo; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como os limites produzem ambiências específicas de transição, nas quais se intensificam percepções de contraste, tensão ou encontro; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por constituir uma de suas expressões mais diretas, já que o limite nunca é apenas separação,…

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    Borda

    Limite urbano que pode ser físico, simbólico, sensível; não apenas separa, mas também articula. Limite urbano que atua como zona de encontro, negociação e atrito entre diferenças sociais, espaciais ou simbólicas limite urbano que atua como zona de encontro, negociação e atrito entre diferenças sociais, espaciais ou simbólicasA borda, entendida como limite urbano que pode ser físico, simbólico ou sensível e que não apenas separa, mas também articula, conecta-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas cotidianas e infraordinárias se apropriam desses limites, transformando-os em zonas de uso e convivência fora das normativas rígidas; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como a borda produz ambiências específicas de transição e atrito,…

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    Microfronteiras

    Limites móveis e sutis entre esferas (público/privado, legal/ilegal), continuamente redefinidos por práticas cotidianas. Relaciona-se ao urbanismo menor como micropolítica espacial; às atmosferas pela sensibilidade dos limites; ao in-between como fronteiras móveis; à arquitetura menor ao desfazer categorias fixas. Turner, V. (1969). The ritual process: Structure and anti-structure. Aldine.Balibar, E. (2002). Politics and the other scene. Verso.Stavrides, S. (2016). Common space: The city as commons. Zed Books.

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    Temporalidades porosas

    Zonas onde a experiência do tempo se distorce ou se torna maleável: esperas, pausas, fluxos interrompidos. Conecta-se ao urbanismo menor como práticas temporárias; às atmosferas pelo caráter efêmero; ao in-between pela plasticidade temporal; à arquitetura menor como abrigos precários. Edensor, T. (2010). Introduction: Geographies of rhythm. Geography Compass, 4(5), 431–444.Lefebvre, H. (2004). Rhythmanalysis: Space, time and everyday life. Continuum.Kronenburg, R. (2007). Flexible: Architecture that responds to change. Laurence King.

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    Fendas urbanas

    Rasgos materiais e simbólicos na malha da cidade, que permitem ver e habitar os entre-lugares ocultos. Relaciona-se ao urbanismo menor como apropriação insurgente; às atmosferas como ambiência de ruptura; ao in-between como espaço entre; à arquitetura menor como margem do projeto formal. Solà-Morales, I. (1995). Terrain vague. In C. Davidson (Ed.), Anyplace (pp. 118–123). MIT Press.Leite, R. P. (2007). Cidade dos fluxos: Transformações urbanas e movimentos sociais. Vozes.Stavrides, S. (2010). Towards the city of thresholds. Professional Dreamers.

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    Espaços de indisciplina

    Loci de experimentação que emergem entre o institucional e o cotidiano, onde normas são temporariamente suspensas. Conecta-se ao urbanismo menor como práticas não normativas; às atmosferas como ambiências experimentais; ao in-between como espaços de suspensão; à arquitetura menor pela informalidade. Hou, J. (2010). Insurgent public space: Guerrilla urbanism and the remaking of contemporary cities. Routledge.Bayat, A. (2010). Life as politics. Stanford University Press.Simone, A. (2018). Improvised lives: Rhythms of endurance in an urban South. Polity.

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    Entre-corpos

    Zonas relacionais produzidas pelo contato físico e afetivo em espaços intermediários (praças, filas, transportes coletivos). Relaciona-se ao urbanismo menor como prática micropolítica; às atmosferas pela dimensão sensorial dos corpos; ao in-between como espaço de mediação; à arquitetura menor por suportar a corporeidade cotidiana. Ahmed, S. (2004). The cultural politics of emotion. Routledge.Bissell, D. (2010). Passenger mobilities: Affective atmospheres and the sociality of public transport. Environment and Planning D, 28(2), 270–289.Thrift, N. (2008). Non-representational theory: Space, politics, affect. Routledge.

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    Infra-espacios

    Espaços subterrâneos ou residuais que escapam da normatividade, mas onde emergem potências coletivas. Conecta-se ao urbanismo menor pela apropriação insurgente; às atmosferas pela densidade material e sensorial; ao in-between como margem residual; à arquitetura menor como infraestrutura precária. de Certeau, M. (1984). The practice of everyday life. University of California Press.Solà-Morales, I. (1995). Terrain vague. In C. Davidson (Ed.), Anyplace (pp. 118–123). MIT Press.Cupers, K. (2014). The social project. University of Minnesota Press.

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    Topologias liminares

    Configurações espaciais que não se definem por limites fixos, mas pela mediação entre bordas móveis e práticas mutáveis. Relaciona-se ao urbanismo menor como criação de limites situados; às atmosferas por instaurar zonas de transição sensível; ao in-between como condição liminar; à arquitetura menor ao dissolver hierarquias formais. Stavrides, S. (2016). Common space: The city as commons. Zed Books.Turner, V. (1969). The ritual process: Structure and anti-structure. Aldine.Soja, E. (1996). Thirdspace: Journeys to Los Angeles and other real-and-imagined places. Blackwell.

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    Heterocronias urbanas

    Convivência de múltiplos tempos sociais num mesmo espaço liminar (festas, ocupações, práticas noturnas). Conecta-se ao urbanismo menor pelas práticas efêmeras; às atmosferas pelo caráter temporal das ambiências; ao in-between como coexistência temporal; à arquitetura menor por abrigar usos transitórios. Foucault, M. (1986). Of other spaces. Diacritics, 16(1), 22–27.Kronenburg, R. (2007). Flexible: Architecture that responds to change. Laurence King.Edensor, T. (2010). Introduction: Geographies of rhythm. Geography Compass, 4(5), 431–444.

  • In-between

    Intersticialidades sociais

    Lugares de encontro e negociação entre diferentes coletivos, marcados pela precariedade mas também pela inventividade. Relaciona-se ao urbanismo menor como espaço de práticas situadas; às atmosferas como produção afetiva entre coletivos; ao in-between pela indeterminação; à arquitetura menor por suportar usos híbridos. Simone, A. (2004). For the city yet to come: Changing African life in four cities. Duke University Press.Bayat, A. (2010). Life as politics: How ordinary people change the Middle East. Stanford University Press.Lefebvre, H. (1968). Le droit à la ville. Anthropos.

  • In-between

    Espaços intervalares

    Tempos e lugares suspensos entre usos formais e informais, como terrenos baldios, zonas de espera ou arquiteturas em transição. Conecta-se ao urbanismo menor pela apropriação cotidiana de espaços esquecidos; às atmosferas pela ambiência de suspensão; ao in-between por sua condição liminar; à arquitetura menor pela precariedade construtiva. Franck, K. A., & Stevens, Q. (2007). Loose space: Possibility and diversity in urban life. Routledge.Cupers, K. (2014). The social project: Housing postwar France. University of Minnesota Press.Lefebvre, H. (1991). The production of space. Blackwell.

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    Rizoma

    O rizoma, conceito elaborado por Deleuze e Guattari em Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia, designa uma forma de organização não hierárquica e não linear, caracterizada pela multiplicidade, pela conexão e pela possibilidade infinita de expansão em qualquer direção. Ao contrário do modelo arbóreo, que pressupõe raízes fixas e uma ordem genealógica, o rizoma se constitui no entre, como intermezzo, onde não há início nem fim, mas um contínuo de ligações móveis. Sua lógica é a da conjunção — o “e… e…” — que rompe com a ontologia do ser e com os fundamentos rígidos, instaurando uma prática de pensamento e ação aberta, móvel e desterritorializada. Conecta-se ao urbanismo menor por…

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    Paratexto

    O paratexto, conceito originalmente formulado por Gérard Genette na teoria literária, refere-se aos elementos marginais que circundam um texto — prefácios, capas, notas, margens — e que condicionam sua recepção. Reinterpretado no campo urbano-arquitetônico, o paratexto pode ser entendido como os dispositivos periféricos e mediadores que, sem constituírem o espaço principal, moldam sua experiência sensível, sua legibilidade e suas formas de apropriação. Relaciona-se ao urbanismo menor ao iluminar micropráticas infraordinárias e sinais marginais — grafites, inscrições, mobiliário informal, gestos cotidianos — que funcionam como molduras do espaço urbano não reconhecidas pelo urbanismo hegemônico; às atmosferas espaciais, por abarcar aquilo que condiciona o sensível — luz, som, cheiro, textura — operando…

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    Terceira margem

    Espaço híbrido que vai além da mera soma -ou sobreposição- de dois lugares distintos. Criação um espaço outro, único em sua singularidade híbrida. Dimensão imaginária de uma terceira margem do rio, espaço diferenciado do qual se pode ver, mas não se pode – e nem se deixa – alcançar. A terceira margem, entendida como um espaço híbrido que não se reduz à soma ou sobreposição de dois lugares distintos, mas que cria um espaço outro, singular em sua condição diferenciada, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar práticas espaciais alternativas e infraordinárias que escapam às categorias normativas de uso e planejamento; relaciona-se às atmosferas espaciais ao constituir uma ambiência imaginária e…

  • In-between

    “O entre” (em alemão, das Zwischen)

    Na literatura especializada, das Zwischen não é entendido como um simples espaço intermediário, mas como uma categoria relacional que enfatiza a constituição do significado na interação. Em vez de apontar para um lugar físico, o “entre” indica uma condição ontológica e fenomenológica: o que emerge na fronteira, na transição, na co-presença de corpos, atmosferas e práticas. Para o Urbanismo menor, o entre se manifesta em microespaços cotidianos apropriados coletivamente, onde práticas não normativas geram novas formas de habitar fora do planejamento hegemônico. Para as Atmosferas espaciais o entre adquire um matiz fenomenológico, pois o atmosférico emerge justamente na relação sensível entre sujeito e ambiente, nessa zona ambígua que não pertence…

  • In-between

    Liminalidades urbanas

    Zonas de transição que operam entre sistemas de ordem e desordem. Relaciona-se ao urbanismo menor ao acolher práticas não normativas; às atmosferas espaciais ao produzir sensações ambíguas; e aos in-between spaces como conceito central de liminaridade. As liminalidades urbanas, compreendidas como zonas de transição entre ordem e desordem, conectam-se ao urbanismo menor ao abrigar práticas não normativas e situadas; relacionam-se às atmosferas espaciais ao produzir sensações ambíguas e intensas; e vinculam-se aos in-between spaces por constituírem o núcleo conceitual da condição liminar no espaço urbano.

  • In-between

    Instituições Móveis e Nômades

    As instituições móveis e nômades, inspiradas nas reflexões de Maurizio Lazzarato, configuram-se como dispositivos flexíveis e adaptativos que desestabilizam as formas fixas e rígidas do poder molar, permitindo a emergência de novas relações e subjetividades. Sua mobilidade e reversibilidade criam um espaço intersticial de invenção, no qual práticas institucionais deixam de ser estruturadas de modo estático e se tornam capazes de acompanhar os fluxos sociais, culturais e espaciais em constante transformação. Conectam-se ao urbanismo menor ao evidenciar práticas institucionais infraordinárias e situadas, que emergem fora dos modelos normativos e centralizados; relacionam-se às atmosferas espaciais ao instaurar ambiências institucionais mutáveis, marcadas pela experiência sensível e pela adaptação contínua ao contexto; e…

  • In-between

    Intersticio

    Espaço vazio ou marginal onde surgem novas formas de habitar. O interstício, entendido como espaço vazio ou marginal onde surgem novas formas de habitar, conecta-se ao urbanismo menor ao acolher práticas informais, improvisadas e infraordinárias que transformam territórios residuais em lugares de uso coletivo e criativo; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como esses vazios produzem ambiências singulares, marcadas pela precariedade, pela experimentação e pela sensibilidade ao ambiente; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por constituir um de seus exemplos mais evidentes, ou seja, zonas liminares e periféricas onde a indefinição espacial permite a emergência de novas práticas sociais, culturais e afetivas que reinventam a experiência urbana.

  • In-between

    Idiocia

    A idiocia, inspirada na figura do “idiota” enquanto personagem conceitual, designa uma disposição de suspensão crítica, que resiste à urgência, à pressa e à pretensão de totalizar o sentido do que se sabe. O idiota não recusa o saber, mas desacelera o pensamento e a ação, interrompe a circulação automática de significados e impõe um tempo de hesitação diante das situações. Sua fala, mais próxima de um idioma singular do que de uma língua comum, introduz um hiato na comunicação consensual, rompendo a transparência e a intercambiabilidade dos discursos. A idiocia não busca ignorar nem destruir os saberes, mas desautorizar a captura imediata do sentido, criando um espaço onde outras…

  • In-between

    Espaços heterotópicos

    Seguindo Foucault, espaços outros que revelam tensões e multiplicidades no urbano. Relaciona-se ao urbanismo menor por abrigar práticas alternativas; às atmosferas espaciais por configurar percepções singulares; e aos in-between spaces por sua condição de exterioridade relativa. Os espaços heterotópicos, seguindo Foucault, são “espaços outros” que revelam tensões e multiplicidades no urbano; conectam-se ao urbanismo menor ao acolher práticas alternativas e marginais; relacionam-se às atmosferas espaciais ao criar percepções singulares e intensidades sensíveis; e vinculam-se diretamente aos in-between spaces por sua condição de exterioridade relativa e ambiguidade estrutural. Deleuze, G. (1993). Crítica e clínica. São Paulo: Editora 34. Stengers, I. (2014). La propuesta cosmopolítica. Revista Pléyade, 14(julio-diciembre), 17–41. https://doi.org/10.4067/S0718-655X2014000200002

  • In-between

    Entre lugar

    Entre lugar: propõe um olhar “periférico”, a partir de uma cultura crítica, inversa ao olhar eurocentrista, utilizando a releitura e adaptação como estratégia para independência criativa.Tensiona possibilidade de análise espacial leitura estética e de contexto histórico, aceitando a multiculturalidade, e domínio hegemônico, sem submeter-se a noção de unidade, pureza e autenticidade cultural. O entre-lugar, entendido como uma perspectiva periférica e crítica que se opõe ao olhar eurocêntrico, utilizando a releitura e a adaptação como estratégia de independência criativa, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar práticas espaciais híbridas e situadas, que emergem da multiculturalidade e da resistência aos discursos normativos dominantes; relaciona-se às atmosferas espaciais ao revelar como a experiência estética…

  • In-between

    Espaços residuais criativos

    Apropriação cultural e social de terrenos ou vazios urbanos. Relaciona-se ao urbanismo menor como prática infraordinária; às atmosferas espaciais por criar novas ambiências de uso; e aos in-between spaces por definição, como reapropriação de zonas intersticiais. Os espaços residuais criativos, definidos como apropriações culturais e sociais de terrenos ou vazios urbanos, conectam-se ao urbanismo menor por serem práticas infraordinárias de reuso; relacionam-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências alternativas e coletivas; e vinculam-se aos in-between spaces por serem, em essência, interstícios ressignificados como lugares de criação.

  • In-between

    Espaço de mediação

    Um local para reuniões e negociações entre diferenças. O espaço de mediação, entendido como um local para reuniões e negociações entre diferenças, conecta-se ao urbanismo menor ao acolher práticas comunitárias e infraordinárias que criam condições de convivência fora das estruturas institucionais rígidas; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências de encontro e diálogo, onde a percepção sensível do ambiente facilita processos de reconhecimento mútuo e de construção coletiva; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por constituir-se como território liminar e relacional, no qual as fronteiras entre grupos, usos e significados são negociadas, permitindo a emergência de novas formas de sociabilidade urbana.

  • In-between

    Espaço limiar (threshold space)

    Espaço umbral entendido como lugar de transição e convivência. Zona intermediária de transformação, mudança e ambiguidade. Um local de transição e negociação em que as dicotomias (público/privado, interior/exterior) são suspensas e formas de coexistência e agência coletiva são possibilitadas. O espaço limiar (threshold space), entendido como um lugar de transição, convivência e ambiguidade, conecta-se ao urbanismo menor ao revelar práticas situadas e não normativas que se instalam nesses territórios intermediários, transformando-os em espaços de uso coletivo e agência cidadã; relaciona-se às atmosferas espaciais ao constituir ambiências intensificadas pela passagem, nas quais a luz, o som, a temperatura e a presença social geram experiências sensoriais específicas; e vincula-se diretamente aos in-between…

  • In-between

    In-between

    Mais em ‘In-Between‘: Espaço intersticial que permite interações e transições. Espaço relacional que existe entre categorias rígidas, como público/privado ou interno/externo. Uma condição espacial e experiencial intermediária, ambígua e fértil que faz a mediação entre categorias e permite usos e significados híbridos. O entre-meio (in-between), entendido como espaço intersticial que permite interações e transições e como condição espacial e experiencial intermediária, ambígua e fértil, conecta-se ao urbanismo menor ao destacar práticas cotidianas e infraordinárias que surgem justamente nesses territórios híbridos, desafiando categorias normativas e revelando novas formas de uso; relaciona-se às atmosferas espaciais ao constituir ambiências sensíveis de transição, nas quais luz, som, proximidade e movimento intensificam a experiência perceptiva…

  • In-between

    Door-Step

    O conceito de Door-Step, introduzido por Alison e Peter Smithson, designa o limiar imediato da habitação, aquele espaço mínimo situado entre o interior doméstico e a rua. Não se trata de um simples elemento arquitetônico, mas de um local de sociabilidade e mediação, onde o privado se projeta para o público e vice-versa. Para os Smithson, o door-step é um cenário fundamental da vida comunitária: é lá que ocorrem encontros casuais, conversas entre vizinhos, brincadeiras infantis e gestos cotidianos que constroem o tecido social. Em sua visão, esses microespaços urbanos revelam a capacidade infraordinária da arquitetura de sustentar relações humanas, além da grande escala do urbanismo planejado. No urbanismo menor,…