Urbanismo Menor
-
Urbanismo Menor
Mais em ‘Urbanismo Menor‘: Urbanismo menor designa uma abordagem descentralizada e não normativa do desenvolvimento urbano que se opõe tanto ao planejamento centralizado quanto às lógicas de mercado próprias do urbanismo neoliberal. Em vez de impor estruturas rígidas de zoneamento ou modelos funcionalistas herdados do urbanismo moderno — como os planos de reconstrução implementados no Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial —, o urbanismo menor promove uma expansão urbana com alto grau de espontaneidade, guiada e autocorrigida pela demanda situada e pelos desejos coletivos daqueles que habitam o território. Essa perspectiva compreende o espaço urbano como um campo aberto de experimentação, onde a improvisação arquitetônica e a transformação flexível…
-
Ecologia de Práticas
“ecologia das práticas”, que é a invenção de maneiras pelas quais práticas diferentes poderiam aprender a coexistir, respondendo a obrigações divergentes. A ecologia da práticas é uma ferramenta não neutra que deve ser usada com determinação e reconhecimento da relevância da situação. Stengers enfatiza que as ferramentas para pensar devem fazer com que a situação nos faça pensar, em vez de simplesmente reconhecer padrões preexistentes. A ecologia das práticas rejeita a destruição capitalista como condição para algo mais importante e busca construir novas identidades práticas. Ecologia como trama relacionalO glosário de neologismos a seguir não deve ser lido como uma coleção estática de conceitos, mas como um campo de coexistência…
-
Acupuntura urbana
Intervenções específicas e estratégicas na cidade com efeitos expansivos no tecido urbano para catalisar transformações sociais e espaciais mais amplas. A acupuntura urbana, entendida como o conjunto de intervenções específicas e estratégicas na cidade com efeitos expansivos sobre o tecido urbano, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar ações pontuais, situadas e comunitárias que desencadeiam transformações mais amplas sem depender de grandes planos; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como pequenas intervenções podem reconfigurar ambiências sensoriais e afetivas, transformando a experiência cotidiana do espaço; e vincula-se diretamente aos in-between spaces ao atuar frequentemente em zonas liminares e intersticiais, onde a ativação de lugares marginais ou esquecidos funciona como catalisador de renovação…
-
Urbanismo tático
Práticas urbanas em pequena escala, temporárias e experimentais que buscam transformações pontoais. Intervenções urbanas rápidas, de baixo custo, temporárias e voltadas para a comunidade para transformar espaços públicos. O urbanismo tático, entendido como práticas urbanas em pequena escala, temporárias e experimentais, conecta-se ao urbanismo menor por expressar formas infraordinárias, não normativas e comunitárias que desafiam a rigidez do planejamento dominante; relaciona-se às atmosferas espaciais ao produzir ambiências sensoriais específicas que transformam a experiência do espaço público por meio de cores, mobiliário efêmero, iluminação e usos coletivos; e vincula-se aos in-between spaces ao operar sobretudo em áreas liminares e intersticiais – esquinas, estacionamentos ou vazios urbanos – que, convertidos em territórios…
-
Urbanismo multiespécie
Abordagem que inclui outras espécies no planejamento e na vida urbana. Uma perspectiva que reconhece a ação de espécies não humanas no projeto urbano, entendendo a cidade como um ecossistema compartilhado. O urbanismo multiespécie, entendido como uma abordagem que inclui outras espécies no planejamento e na vida urbana, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar práticas situadas, comunitárias e não normativas que reconhecem formas alternativas de convivência entre humanos e não humanos; relaciona-se às atmosferas espaciais ao enfatizar a criação de ambiências sensoriais e ecológicas compartilhadas, nas quais a presença de plantas, animais e ecossistemas urbanos redefine a experiência sensível do habitar; e articula-se com os in-between spaces ao operar em…
-
Urbanismo insurgente digital
Práticas urbanas emergentes mediadas por tecnologias digitais, frequentemente fora das estruturas institucionais. Relaciona-se ao urbanismo menor por seu caráter infraordinário e contestatório; às atmosferas espaciais ao criar novas ambiências digitais-coletivas; e aos in-between spaces por operar em zonas híbridas entre o físico e o virtual. O urbanismo insurgente digital, entendido como práticas urbanas mediadas por tecnologias digitais fora das estruturas institucionais, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar ações infraordinárias e contestatórias que utilizam redes e plataformas para transformar o cotidiano; relaciona-se às atmosferas espaciais ao produzir ambiências digitais-coletivas que reconfiguram a experiência sensível do espaço físico; e vincula-se aos in-between spaces ao operar em territórios híbridos entre o físico e…
-
Urbanismo insurgente
Práticas urbanas que desafiam as estruturas de poder estabelecidas. O urbanismo insurgente, definido como práticas urbanas que desafiam as estruturas de poder estabelecidas, conecta-se ao urbanismo menor por expressar formas não normativas e contra-hegemônicas, que emergem de coletivos e comunidades na construção de alternativas espaciais; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências de resistência e solidariedade, nas quais o espaço se torna veículo de intensidades afetivas e políticas que reconfiguram a experiência urbana; e vincula-se aos in-between spaces ao ocupar zonas liminares e intersticiais — fronteiras, margens ou terrenos abandonados — convertendo-os em espaços de contestação, encontro e criação de novas formas de vida urbana.
-
Urbanismo estratégico
Modelo de planejamento orientado para processos e objetivos dinâmicos em vez de planos fechados. O urbanismo estratégico, entendido como um modelo de planejamento orientado para processos e objetivos dinâmicos em vez de planos fechados, conecta-se ao urbanismo menor ao reconhecer a importância de ações situadas, adaptativas e participativas que emergem fora das estruturas rígidas do planejamento tradicional; relaciona-se às atmosferas espaciais ao favorecer a criação de ambiências urbanas flexíveis, capazes de responder às mudanças sociais e ambientais por meio de experiências sensoriais e coletivas em transformação; e vincula-se aos in-between spaces ao operar em territórios de transição e zonas intersticiais, utilizando sua condição liminar como oportunidade para testar novas formas…
-
Urbanismo emergente
Práticas urbanas espontâneas decorrentes de dinâmicas sociais não planejadas. Formas de produção urbana auto-organizadas, adaptativas e não planejadas que revelam inteligências coletivas. O urbanismo emergente, definido como práticas urbanas espontâneas decorrentes de dinâmicas sociais não planejadas, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar formas auto-organizadas, adaptativas e coletivas que escapam ao controle institucional e revelam inteligências distribuídas no cotidiano urbano; relaciona-se às atmosferas espaciais ao produzir ambiências resultantes de usos imprevistos e criativos, capazes de transformar a percepção do espaço público e gerar experiências sensoriais partilhadas; e vincula-se aos in-between spaces ao manifestar-se sobretudo em áreas intersticiais e liminares — vazios urbanos, bordas e espaços residuais — que funcionam como laboratórios…
-
Urbanismo Faça-Você-Mesmo (DIY)
Intervenções cidadãs do tipo “faça você mesmo” para transformar o espaço urbano. Ações autogerenciadas nas quais os cidadãos projetam e mantêm espaços urbanos sem depender de instituições formais. O urbanismo faça-você-mesmo (DIY), entendido como intervenções cidadãs autogerenciadas para transformar o espaço urbano sem depender de instituições formais, conecta-se ao urbanismo menor por sua ênfase em práticas infraordinárias, criativas e coletivas, que questionam o monopólio do planejamento tradicional e dão visibilidade a formas não normativas de habitar; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências singulares a partir de materiais improvisados e usos comunitários, produzindo experiências sensoriais e afetivas que ressignificam o espaço público; e vincula-se aos in-between spaces ao atuar especialmente…
-
Urbanismo de guerrilha
Ações urbanas não oficiais que buscam reconfigurar o espaço público. Práticas insurgentes que recuperam o espaço urbano por meio de ações criativas à margem da legalidade. O urbanismo de guerrilha, entendido como ações urbanas não oficiais que buscam reconfigurar o espaço público, conecta-se ao urbanismo menor ao representar práticas insurgentes, criativas e coletivas que operam fora das normas estabelecidas, desafiando diretamente a rigidez do planejamento institucional; relaciona-se às atmosferas espaciais ao criar ambiências de contestação e de ressignificação sensorial, onde a intervenção estética e performativa transforma a percepção e o uso dos espaços urbanos; e vincula-se aos in-between spaces por atuar sobretudo em zonas marginais, intersticiais e esquecidas da cidade,…
-
Urbanismo contingente
Práticas urbanas flexíveis e adaptativas em face de condições mutáveis. Planejamento urbano adaptado a circunstâncias mutáveis e imprevisíveis. O urbanismo contingente, definido como práticas urbanas flexíveis e adaptativas em face de condições mutáveis, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar ações situadas, provisórias e abertas, que se afastam da rigidez normativa e privilegiam a experimentação coletiva diante de contextos imprevisíveis; relaciona-se às atmosferas espaciais ao promover ambiências mutáveis e sensíveis ao tempo, ao clima e às interações sociais, que configuram experiências urbanas marcadas pela transitoriedade; e vincula-se aos in-between spaces por operar em territórios liminares e de incerteza, onde a indefinição do espaço urbano se converte em oportunidade para práticas criativas,…
-
Urbanismo comunitário
Práticas de produção urbana lideradas por comunidades locais. Produção de espaço com base na colaboração e na coesão social. O urbanismo comunitário, entendido como práticas de produção urbana lideradas por comunidades locais e baseadas na colaboração e na coesão social, conecta-se ao urbanismo menor ao enfatizar formas coletivas, autogestionadas e não normativas de transformar a cidade, fortalecendo a agência cidadã frente às estruturas institucionais; relaciona-se às atmosferas espaciais ao criar ambiências de pertencimento e solidariedade, nas quais o espaço público se torna suporte de experiências sensoriais e afetivas compartilhadas; e vincula-se aos in-between spaces por se manifestar muitas vezes em territórios marginais ou intersticiais, convertendo-os em lugares de encontro, convivência…
-
Táticas infraestruturais
Pequenas ações de reaproveitamento e reconfiguração de infraestruturas existentes. Relaciona-se ao urbanismo menor como prática micro de transformação; às atmosferas espaciais por reconfigurar a experiência sensível das infraestruturas; e aos in-between spaces por atuar em zonas residuais ou liminares. As táticas infraestruturais, entendidas como pequenas ações de reaproveitamento e reconfiguração de infraestruturas existentes, conectam-se ao urbanismo menor por sua dimensão micro, improvisada e coletiva; relacionam-se às atmosferas espaciais ao reconfigurar a percepção sensível das infraestruturas por meio de usos criativos; e vinculam-se aos in-between spaces ao atuar em áreas residuais ou liminares, transformando o “sobrante” em recurso de convivência.
-
Situacionalidade urbana
Contextualidade e dependência do ambiente imediato nas práticas urbanas. A situacionalidade urbana, entendida como a ênfase na contextualidade e na dependência do ambiente imediato nas práticas urbanas, conecta-se ao urbanismo menor ao destacar ações localizadas e infraordinárias, moldadas pelas condições específicas de cada lugar e pelas práticas cotidianas que escapam ao planejamento hegemônico; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como a experiência urbana se constitui em ambiências sensíveis e situadas, nas quais fatores como clima, temporalidade e interação social determinam a qualidade do espaço; e vincula-se aos in-between spaces por operar em zonas transitórias e contextuais, onde o caráter liminar da situação produz novos sentidos de uso e de apropriação.
-
Práticas espaciais não normativas
Formas de uso do espaço que desafiam os códigos urbanos e sociais estabelecidos. As práticas espaciais não normativas, entendidas como formas de uso do espaço que desafiam os códigos urbanos e sociais estabelecidos, conectam-se ao urbanismo menor por constituírem expressões infraordinárias e contestatórias que revelam a capacidade criativa das comunidades em subverter normas e reinventar o habitar; relacionam-se às atmosferas espaciais ao produzir ambiências alternativas e inesperadas, nas quais a experiência sensorial e afetiva do espaço é transformada pela apropriação criativa; e vinculam-se aos in-between spaces por se manifestarem frequentemente em zonas liminares, intersticiais e de fronteira, onde a suspensão da norma abre possibilidades de experimentação, convivência e resistência.
-
Politização do enunciado individual
Ideia de que as expressões individuais no espaço são atos políticos. A politização do enunciado individual, entendida como a ideia de que as expressões individuais no espaço constituem atos políticos, conecta-se ao urbanismo menor ao revelar como gestos cotidianos, microintervenções e usos singulares do espaço urbano têm potencial de contestar e transformar o tecido social; relaciona-se às atmosferas espaciais ao demonstrar que tais enunciados individuais produzem ambiências carregadas de sentido e afeto, capazes de alterar a percepção coletiva do ambiente; e vincula-se aos in-between spaces porque essas expressões emergem com frequência em zonas liminares e intersticiais, onde a indefinição espacial permite a inscrição de mensagens, marcas e práticas que reconfiguram…
-
Planejamento Urbano Fraco (Branzi)
O conceito de planejamento flexível, adaptável e incompleto, em vez de rígido e abrangente.dD Andrea Branzi. O planejamento urbano fraco, formulado por Andrea Branzi, entendido como um conceito de planejamento flexível, adaptável e incompleto, em oposição aos modelos rígidos e totalizantes, conecta-se ao urbanismo menor ao privilegiar estratégias abertas, situadas e provisórias, que reconhecem a criatividade das práticas cotidianas e a impossibilidade de um controle absoluto da cidade; relaciona-se às atmosferas espaciais ao permitir a constituição de ambiências mutáveis e sensíveis ao tempo, às relações sociais e às transformações ambientais, valorizando a experiência em constante ajuste; e vincula-se aos in-between spaces ao operar especialmente em zonas liminares e indeterminadas, onde…
-
Non-Plan
Proposta britânica da década de 1960 que defendia o não planejamento e a livre experimentação do território, a liberdade criativa e liberdade de uso. O Non-Plan, proposta britânica da década de 1960 que defendia o não planejamento e a livre experimentação do território, conecta-se ao urbanismo menor ao propor liberdade criativa, apropriação não normativa e práticas infraordinárias que emergem fora da regulação estatal e revelam novas formas de habitar; relaciona-se às atmosferas espaciais ao favorecer ambiências imprevisíveis e abertas, nas quais a experiência sensorial e social do espaço urbano se constrói de modo espontâneo; e vincula-se aos in-between spaces ao estimular o uso criativo de vazios, bordas e áreas intersticiais,…
-
Multitudo
A multitudo, retomada por Antonio Negri e Michael Hardt a partir de Baruch Spinoza, designa uma forma de coletividade que não depende de uma identidade unificada, mas que se constitui pela diversidade e pela potência de ação comum. Em Spinoza, no Tratado Político, a multitudo refere-se a um conjunto de pessoas não necessariamente organizadas politicamente, mas que possuem a capacidade de agir coletivamente, podendo ser ao mesmo tempo motor de transformação e espaço de irracionalidade. Já em Negri e Hardt, a multitudo surge como classe global emergente, que se opõe às formas tradicionais de soberania e poder, buscando construir novas formas de organização social baseadas na cooperação, na autonomia e…
-
Micropolítica urbana
Processos locais, cotidianos e de pequena escala de agência e transformação que operam fora do planejamento convencional. A micropolítica urbana, entendida como processos locais, cotidianos e de pequena escala de agência e transformação que operam fora do planejamento convencional, conecta-se ao urbanismo menor ao enfatizar ações infraordinárias, descentralizadas e não normativas que dão visibilidade à potência política do cotidiano; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como tais processos produzem ambiências de resistência, solidariedade e afeto, transformando a experiência sensorial do espaço público; e vincula-se aos in-between spaces por se manifestar em territórios liminares e marginais, onde a ausência de regulação abre caminho para a emergência de novas práticas, formas de…
-
Microintervenções urbanas
Pequenas modificações que transformam espaços locais e cotidianos. As microintervenções urbanas, entendidas como pequenas modificações que transformam espaços locais e cotidianos, conectam-se ao urbanismo menor por constituírem ações infraordinárias, criativas e comunitárias que desafiam a lógica do planejamento formal e revelam novas formas de apropriação do espaço; relacionam-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências sensoriais e afetivas específicas, capazes de modificar a percepção coletiva através de gestos mínimos, como mobiliários improvisados, cores ou usos temporários; e vinculam-se aos in-between spaces ao atuar frequentemente em territórios intersticiais e marginais, onde o pequeno gesto transforma espaços de passagem em lugares de encontro, convivência e experimentação.
-
Meio etéreo (ethereal medium)
Ambiente atmosférico sutil e intangível que condiciona a experiência espacial. O meio etéreo (ethereal medium), entendido como um ambiente atmosférico sutil e intangível que condiciona a experiência espacial, conecta-se ao urbanismo menor ao influenciar práticas cotidianas e infraordinárias que dependem da percepção sensível do clima, da luz e do ar na vida urbana; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir o campo fenomenológico invisível no qual se formam as experiências sensoriais e afetivas do espaço; e vincula-se aos in-between spaces ao manifestar-se em zonas liminares e de transição, onde o caráter imaterial do ar e da atmosfera intensifica a ambiguidade entre o dentro e o fora, o público e o…
-
Maritório
Um conceito que expande o território em direção ao marítimo, integrando terra e mar como esferas da vida e questionando a divisão binária. Conceito que combina mar y territorio, usado para descrever espaços de identidade cultural ligados ao mar. O maritório, entendido como um conceito que expande o território em direção ao marítimo, integrando terra e mar como esferas inseparáveis da vida, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar práticas culturais e espaciais situadas que desafiam a normatividade do planejamento territorial binário e reconhecem modos de vida cotidianos ligados ao mar; relaciona-se às atmosferas espaciais ao destacar as ambiências específicas do litoral — sons, ventos, odores e texturas — que moldam…
-
Literatura menor
Conceito de Deleuze e Guattari que faz alusão a expressões culturais minoritárias que politizam a linguagem aplicado à arquitetura e ao planejamento urbano. A literatura menor, conceito formulado por Deleuze e Guattari para designar expressões culturais minoritárias que politizam a linguagem, quando aplicada à arquitetura e ao planejamento urbano conecta-se ao urbanismo menor ao inspirar práticas espaciais infraordinárias e coletivas que transformam a cidade a partir de gestos cotidianos e situados, dotando-os de potência política; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como esses gestos produzem ambiências carregadas de afetos e significados, capazes de alterar a percepção do espaço urbano e instaurar novas sensibilidades; e vincula-se aos in-between spaces ao se…
-
Laboratórios urbanos
Espaços para experimentação e teste de novas formas de habitar a cidade para a innovação social e urbana. Os laboratórios urbanos, entendidos como espaços de experimentação e teste de novas formas de habitar a cidade voltados para a inovação social e urbana, conectam-se ao urbanismo menor ao promover práticas situadas, colaborativas e infraordinárias, que deslocam a produção do espaço do âmbito institucional para o cotidiano das comunidades; relacionam-se às atmosferas espaciais ao possibilitar a criação de ambiências experimentais e sensoriais, nas quais os cidadãos vivenciam novas formas de uso, percepção e apropriação do espaço público; e vinculam-se aos in-between spaces ao operar em zonas transitórias e marginais da cidade, convertendo…
-
Infraestruturas sociais
Redes e dispositivos que sustentam a vida coletiva na cidade. As infraestruturas sociais, entendidas como redes e dispositivos que sustentam a vida coletiva na cidade, conectam-se ao urbanismo menor ao dar visibilidade a práticas comunitárias e infraordinárias que asseguram o funcionamento cotidiano da urbe fora das lógicas estritamente técnicas ou mercadológicas; relacionam-se às atmosferas espaciais ao constituírem ambiências de cuidado, solidariedade e convivência, nas quais o espaço urbano se experimenta como suporte para interações sensoriais e afetivas; e vinculam-se aos in-between spaces por se materializarem frequentemente em territórios liminares e intersticiais — como praças, centros comunitários, hortas urbanas ou corredores de mobilidade — que operam como mediadores entre o privado…
-
Ecologias do cotidiano
Reconhecimento das micropráticas diárias como constitutivas da sustentabilidade urbana. Relaciona-se ao urbanismo menor ao valorizar o ordinário; às atmosferas espaciais por destacar as sensibilidades ambientais; e aos in-between spaces por se manifestar em zonas transitórias de uso comunitário. As ecologias do cotidiano, que reconhecem as micropráticas diárias como constitutivas da sustentabilidade urbana, conectam-se ao urbanismo menor ao valorizar ações ordinárias e situadas que desafiam a lógica hegemônica; relacionam-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como o ambiente sensível é moldado por práticas ambientais e afetivas; e vinculam-se aos in-between spaces por emergirem em zonas transitórias de uso comunitário, onde o viver se articula de forma híbrida.
-
Domesticidade urbana
Processos que introduzem lógicas domésticas no espaço público e urbano. A domesticidade urbana, entendida como os processos que introduzem lógicas domésticas no espaço público e urbano, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar práticas cotidianas, informais e infraordinárias que aproximam a vida doméstica da rua, como cozinhar, sentar-se ou conviver em espaços abertos, subvertendo a separação rígida entre privado e público; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências de intimidade e proximidade, onde os sentidos do lar se expandem para o coletivo, transformando a percepção afetiva do espaço urbano; e vincula-se aos in-between spaces ao emergir sobretudo em zonas liminares como portas, degraus, varandas e pátios, que se tornam territórios híbridos…
-
Desterritorialização
Processo de perda ou reconfiguração de territórios físicos ou simbólicos, associado à dinâmica urbana e cultural. Um processo de deslocamento de significados, práticas e poderes de um território, de acordo com Deleuze e Guattari, envolvendo fluxos que rompem ancoragens fixas. A desterritorialização, entendida como processo de perda ou reconfiguração de territórios físicos ou simbólicos, segundo Deleuze e Guattari, envolvendo fluxos que rompem ancoragens fixas, conecta-se ao urbanismo menor ao evidenciar práticas cotidianas e não normativas que deslocam os sentidos instituídos do espaço urbano, abrindo caminhos para novas formas de habitar; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como a percepção sensorial e afetiva também pode ser desancorada e reconfigurada em contextos…
-
Desregulamentação e flexibilidade normativa
Ajustes nas regras de planejamento urbano que permitem adaptações informais ou emergentes. Estratégias que flexibilizam as estruturas de planejamento legal para permitir apropriações temporais ou inovações espaciais. A desregulamentação e flexibilidade normativa, entendida como ajustes nas regras de planejamento urbano que permitem adaptações informais ou emergentes, conecta-se ao urbanismo menor ao favorecer práticas situadas, abertas e não coercitivas, que possibilitam apropriações criativas e coletivas fora da rigidez institucional; relaciona-se às atmosferas espaciais ao permitir a criação de ambiências provisórias e experimentais, resultantes de usos temporários, ocupações ou microintervenções que reconfiguram a experiência sensorial do espaço urbano; e vincula-se aos in-between spaces ao operar em zonas transitórias e intersticiais, onde a…
-
Direito à cidade
Conceito de Lefebvre que reivindica a igualdade de acesso e o poder de transformação da cidade. A reivindicação dos cidadãos de acessar, transformar e habitar espaços urbanos. O direito à cidade, conceito formulado por Henri Lefebvre que reivindica a igualdade de acesso e o poder de transformação da cidade, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar práticas cotidianas, insurgentes e comunitárias como formas legítimas de produção do espaço urbano frente ao planejamento hegemônico; relaciona-se às atmosferas espaciais ao enfatizar que o direito de habitar inclui também o acesso a experiências sensoriais e afetivas plenas, garantindo que a vivência urbana seja marcada pela diversidade de ambiências e pelo bem-estar coletivo; e vincula-se…
-
Decolonialidade
Perspectiva crítica que busca superar a colonialidade por meio de epistemologias situadas e justiça espacial. A decolonialidade, entendida como uma perspectiva crítica que busca superar a colonialidade por meio de epistemologias situadas e justiça espacial, conecta-se ao urbanismo menor ao sustentar práticas locais, coletivas e não normativas que confrontam estruturas hegemônicas e valorizam saberes subalternos na produção do espaço; relaciona-se às atmosferas espaciais ao propor a criação de ambiências plurais e inclusivas, nas quais diferentes sensibilidades culturais e ambientais são reconhecidas e incorporadas na experiência urbana; e vincula-se aos in-between spaces ao operar em territórios liminares e fronteiriços, que se tornam espaços de resistência, negociação e reinvenção do habitar, possibilitando…
-
Comunalização / produção do comum (commoning)
Processo de criação e gerenciamento coletivo de recursos comuns. Processo de produção e manutenção dos bens comuns. Processo social de criação e cuidado de bens/espaços comuns por meio de práticas e acordos comunitários, além da propriedade estatal ou privada. A comunalização / produção do comum (commoning), entendida como o processo social de criação, cuidado e gestão coletiva de bens e espaços comuns para além da lógica da propriedade estatal ou privada, conecta-se ao urbanismo menor ao fortalecer práticas comunitárias, situadas e infraordinárias que produzem a cidade de modo colaborativo e não normativo; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências de solidariedade e pertencimento, nas quais a experiência sensível do espaço…
-
Comuns Urbanos
Bens, espaços e recursos compartilhados na cidade, gerenciados coletivamente. Espaços, recursos e práticas coletivos na cidade, gerenciados por cidadãos fora da propriedade privada ou estatal. Os comuns urbanos, entendidos como bens, espaços e recursos coletivos na cidade gerenciados por cidadãos fora da lógica da propriedade privada ou estatal, conectam-se ao urbanismo menor ao evidenciar práticas de autogestão e de uso comunitário que operam no cotidiano urbano de forma não normativa, fortalecendo a agência cidadã; relacionam-se às atmosferas espaciais ao criar ambiências de pertencimento e solidariedade, nas quais a experiência sensível do espaço é marcada pela coabitação e pelo cuidado coletivo; e vinculam-se diretamente aos in-between spaces por se realizarem frequentemente…
-
Colonialidade
Uma categoria crítica que aponta para a persistência de padrões coloniais de poder, conhecimento e existência na modernidade urbana. Estrutura de poder derivada do colonialismo que persiste nas práticas urbanas e culturais. A colonialidade, entendida como categoria crítica que revela a persistência de padrões coloniais de poder, conhecimento e existência na modernidade urbana, conecta-se ao urbanismo menor ao mostrar como práticas cotidianas e infraordinárias podem resistir e questionar as formas hegemônicas de produção do espaço, trazendo à tona saberes e modos de vida subalternizados; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como a colonialidade também se inscreve nas ambiências urbanas, por meio de hierarquias estéticas, simbólicas e sensoriais que reproduzem desigualdades;…
-
Cohabitação (co-inhabitation)
Prática de viver juntos, humanos e não humanos, em espaços compartilhados. Prática de compartilhamento e manutenção de espaços comuns por diversos coletivos; enfatiza a coexistência, a hospitalidade e as regras de uso emergentes. A cohabitação (co-inhabitation), entendida como a prática de viver juntos em espaços compartilhados — humanos e não humanos — e de manter coletivamente territórios comuns, conecta-se ao urbanismo menor ao reforçar práticas comunitárias, situadas e infraordinárias que produzem modos alternativos de habitar e cuidar da cidade; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências de hospitalidade e coexistência, nas quais diferentes coletivos (humanos, animais, vegetais) compartilham experiências sensíveis e afetivas; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por se…
-
Belas artes vs. artes mecânicas ou úteis
Debate histórico sobre a hierarquia entre artes criativas e artes técnicas na arquitetura. Distinção histórica entre artes “nobres” e aquelas ligadas à técnica e à utilidade, influenciando a valorização da arquitetura menor. O debate entre belas artes e artes mecânicas ou úteis, entendido como a distinção histórica entre as artes criativas e “nobres” e aquelas ligadas à técnica e à utilidade, conecta-se ao urbanismo menor ao problematizar a hierarquia disciplinar que marginalizou práticas arquitetônicas cotidianas, vernaculares e utilitárias, revelando nelas potenciais criativos e políticos; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como o deslocamento da ênfase estética exclusiva para a integração com o sensível e o funcional permite ambiências mais inclusivas…
-
Autogovernança
Capacidade dos coletivos de gerenciar espaços urbanos de forma autônoma. Prática de gerenciamento comunitário do espaço urbano sem mediação institucional. A autogovernança, entendida como a capacidade dos coletivos de gerenciar espaços urbanos de forma autônoma, sem a mediação de instituições formais, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar práticas comunitárias e infraordinárias que produzem e mantêm a cidade a partir da autogestão; relaciona-se às atmosferas espaciais ao criar ambiências de corresponsabilidade e pertencimento, nas quais a experiência sensível do espaço é atravessada por vínculos coletivos; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por se materializar em zonas liminares e compartilhadas, como praças, hortas urbanas e passagens, onde a ausência de controle institucional…
-
Arquiteturas atmosféricas (atmospheric architectures)
Formas arquitetônicas projetadas para produzir atmosferas. As arquiteturas atmosféricas (atmospheric architectures), entendidas como formas arquitetônicas projetadas para produzir atmosferas, conectam-se ao urbanismo menor ao inspirar intervenções situadas e cotidianas que privilegiam a criação de experiências sensíveis sobre a monumentalidade formal; relacionam-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituírem a prática projetual centrada na produção intencional de ambiências, na qual luz, materialidade, som e escala moldam percepções e afetos; e vinculam-se aos in-between spaces ao se intensificarem em zonas liminares e transitórias, onde a natureza híbrida do espaço favorece experiências atmosféricas ambíguas e abertas à apropriação coletiva.
-
Arquitetura Menor
Práticas arquitetônicas cotidianas situadas nas margens do monumental ou dominante. A arquitetura menor, entendida como práticas arquitetônicas cotidianas situadas às margens do monumental ou dominante, conecta-se ao urbanismo menor ao enfatizar ações infraordinárias, adaptativas e comunitárias que dão forma a modos alternativos de habitar e resistir à normatividade disciplinar; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como essas práticas produzem ambiências sensíveis e situadas, marcadas pela escala do cotidiano e pela experiência direta; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por se manifestar em zonas liminares e marginais, onde a ausência de monumentalidade abre espaço para experimentação, apropriação e criação coletiva.
-
Agenciamento coletivo
Formas de ação coletiva que produzem agência de coletividade no espaço urbano. O agenciamento coletivo, entendido como formas de ação coletiva que produzem agência da coletividade no espaço urbano, conecta-se ao urbanismo menor ao fortalecer práticas colaborativas e infraordinárias que emergem de iniciativas comunitárias fora das estruturas de poder instituídas; relaciona-se às atmosferas espaciais ao gerar ambiências compartilhadas de solidariedade e pertença, onde a experiência sensível do espaço se constrói coletivamente; e vincula-se diretamente aos in-between spaces ao se manifestar em territórios liminares e intersticiais, transformando zonas de transição em lugares de convivência, negociação e produção do comum.
-
Agência infraordinária
Capacidade de ação inscrita no comum e no cotidiano, no aparentemente insignificante. A agência infraordinária, entendida como a capacidade de ação inscrita no comum e no cotidiano, no que é aparentemente insignificante, conecta-se ao urbanismo menor ao revelar como gestos mínimos e práticas diárias podem produzir transformações urbanas significativas fora das estruturas normativas; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar que o cotidiano gera ambiências sutis mas potentes, capazes de moldar sensibilidades e experiências coletivas; e vincula-se diretamente aos in-between spaces por se manifestar em zonas marginais e transitórias, onde o insignificante ganha visibilidade e potência, convertendo-se em espaço de resistência e criação.
-
Acupuntura urbana
Intervenções específicas e estratégicas na cidade com efeitos expansivos no tecido urbano para catalisar transformações sociais e espaciais mais amplas. A acupuntura urbana, entendida como o conjunto de intervenções específicas e estratégicas na cidade com efeitos expansivos sobre o tecido urbano, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar ações pontuais, situadas e comunitárias que desencadeiam transformações mais amplas sem depender de grandes planos; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar como pequenas intervenções podem reconfigurar ambiências sensoriais e afetivas, transformando a experiência cotidiana do espaço; e vincula-se diretamente aos in-between spaces ao atuar frequentemente em zonas liminares e intersticiais, onde a ativação de lugares marginais ou esquecidos funciona como catalisador de renovação…