Atmosferas
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Atmosferas
Mais em ‘Atmosferas‘: As arquiteturas atmosféricas, entendidas como construções concebidas para gerar atmosferas e integrar a dimensão sensível como núcleo do design, conectam-se ao urbanismo menor ao inspirar microintervenções e práticas situadas que deslocam a atenção da forma monumental para a criação de experiências cotidianas de habitar; relacionam-se diretamente às atmosferas espaciais por constituírem a arte de produzir condições afetivas e de presença, onde luz, materialidade, som e escala atuam como dispositivos de sintonização emocional; e vinculam-se aos in-between spaces ao intensificar-se em zonas de transição e liminaridade, nas quais a ambiguidade espacial favorece experiências atmosféricas híbridas, capazes de transformar passagens, bordas e interstícios em lugares de forte densidade afetiva.
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Ecologia de Práticas
“ecologia das práticas”, que é a invenção de maneiras pelas quais práticas diferentes poderiam aprender a coexistir, respondendo a obrigações divergentes. A ecologia da práticas é uma ferramenta não neutra que deve ser usada com determinação e reconhecimento da relevância da situação. Stengers enfatiza que as ferramentas para pensar devem fazer com que a situação nos faça pensar, em vez de simplesmente reconhecer padrões preexistentes. A ecologia das práticas rejeita a destruição capitalista como condição para algo mais importante e busca construir novas identidades práticas. Ecologia como trama relacionalO glosário de neologismos a seguir não deve ser lido como uma coleção estática de conceitos, mas como um campo de coexistência…
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Temporalidade
Pál Pelbart, “Rizoma Temporal”
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Paisagem / Banalização da paisagem
Aspectos que conformam identidade versus formas de intervir Francesc Muñoz
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Território / Territorialidade
Relação entre sociedade e espaço, interações, político-econômico, simbólico-afetivo Formas de percepção e interação, auxiliar ao reconhecimento de atmosferas espaciais. Rogério Haesbart, Brighenti
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Esfera
espaço simbólico e sensível de co-imunidade e convivência Sloterdijk (Teoria das esferas)
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Umbrais urbanos
Refere-se aos espaços de transição que fazem a mediação entre o público e o privado, o aberto e o fechado, o institucional e o cotidiano. Eles não se reduzem apenas a elementos arquitetônicos – portas, entradas, lobbies -, mas também abrangem áreas liminares da cidade onde são negociadas práticas de coexistência, formas de apropriação e maneiras de habitar. Os umbrais urbanos, entendidos como espaços de transição que mediam entre o público e o privado, o aberto e o fechado, o institucional e o cotidiano, conectam-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas cotidianas e não normativas se apropriam desses territórios liminares, transformando-os em lugares de convivência e agência coletiva; relacionam-se…
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Uncanny
Trata-se duma experiência sensorial ambivalente: familiar e estranha ao mesmo tempo. Ela pode surgir por meio de luzes, sombras, ressonâncias ou materialidades que provocam um desequilíbrio perceptivo, intensificando a carga emocional e afetiva da atmosfera. Aqui, o inquietante funciona como um mecanismo estético e fenomenológico que altera a percepção do habitar. O uncanny designa a experiência do inquietantemente familiar, que no urbanismo menor emerge em práticas cotidianas não normativas, em atmosferas espaciais como incompatibilidades sensoriais perceptivas e em espaços intermediários como ambiguidade liminar entre margens urbanas.
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Sensorium atmosférico
O ar como um meio político e sensível coletivamente compartilhado. Dispositivo perceptual e cultural para experimentar o ar. O sensorium atmosférico, entendido como a percepção do ar enquanto meio político e sensível coletivamente compartilhado, conecta-se ao urbanismo menor ao ressaltar como práticas cotidianas e coletivas tornam visível o ar como recurso comum e disputado, integrando-o às dinâmicas do habitar urbano; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir um dispositivo perceptual e cultural que organiza experiências sensoriais e afetivas do ambiente, transformando o ar em parte ativa da vivência arquitetônica; e vincula-se aos in-between spaces ao se manifestar em zonas de transição e vulnerabilidade, onde a circulação e a qualidade do…
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Sintonia afetiva
Vínculo emocional e corporal com o ambiente por meio da atmosfera. A sintonia afetiva, entendida como o vínculo emocional e corporal com o ambiente por meio da atmosfera, conecta-se ao urbanismo menor ao mostrar como práticas cotidianas e situadas podem gerar laços de pertencimento e modos alternativos de habitar a cidade, valorizando o infraordinário; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a dimensão relacional entre corpo, emoção e espaço, na qual o ambiente atua como mediador de experiências afetivas e comunitárias; e vincula-se aos in-between spaces ao se intensificar em zonas de transição e ambiguidade, onde a indeterminação espacial favorece a emergência de vínculos sensíveis e coletivos que redefinem a…
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Sensibilidade espacial
Capacidade de perceber nuances espaciais e atmosféricas. Capacidade dos espaços de gerar experiências emocionais. A sensibilidade espacial, entendida como a capacidade de perceber nuances espaciais e atmosféricas, bem como de reconhecer o potencial dos espaços de gerar experiências emocionais, conecta-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas cotidianas e microintervenções dependem da atenção ao detalhe e à experiência situada para transformar a vida urbana; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a faculdade perceptiva que permite apreender variações sutis de luz, som, textura e escala, fazendo do espaço um campo de ressonância afetiva; e vincula-se aos in-between spaces ao se intensificar em zonas liminares e transitórias, onde a ambiguidade espacial…
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Quase-coisas (quasi-things)
Entidades intermediárias entre sujeitos e objetos que geram atmosferas. Objetos quase intangíveis que medeiam a percepção das atmosferas. Entidades intermediárias sem limites fixos (luz, som, temperatura) com agência afetiva que moldam a experiência espacial. As quase-coisas (quasi-things), entendidas como entidades intermediárias entre sujeitos e objetos que geram atmosferas — como luz, som ou temperatura —, conectam-se ao urbanismo menor ao influenciar práticas infraordinárias e cotidianas que se constroem na interação sensível com o ambiente, moldando modos de habitar fora da lógica normativa; relacionam-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituírem elementos imateriais e dinâmicos com agência afetiva, responsáveis por intensificar ou modificar a experiência perceptiva do espaço; e vinculam-se aos in-between…
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Psicastênia
psicastênia, entendida como uma condição de fraqueza psíquica que perturba o sentido de realidade e a percepção do próprio corpo no espaço representado, manifesta-se como uma dificuldade em atender às experiências sensíveis, ajustá-las e construir uma compreensão clara do ambiente. Trata-se de uma forma de desarticulação corporal e espacial, na qual o corpo deixa de se inscrever com coerência no espaço percebido, produzindo uma sensação de alienação e fadiga mental. Propõe-se que esse neologismo se vincula ao urbanismo menor ao evidenciar como formas de subjetividade fragilizada — aparentemente insignificantes — afetam a experiência urbana cotidiana e desafiam práticas normativas; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar como a instabilidade da percepção…
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Ontologia atmosférica
Perspectiva filosófica que concebe a atmosfera como uma entidade com seu próprio ser, com agência. A ontologia atmosférica, entendida como uma perspectiva filosófica que concebe a atmosfera como uma entidade com seu próprio ser e dotada de agência, conecta-se ao urbanismo menor ao inspirar práticas situadas e infraordinárias que reconhecem a dimensão imaterial e sensível como parte constitutiva da vida urbana, deslocando o foco do planejamento normativo para a experiência vivida; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao afirmar a atmosfera como entidade autônoma que condiciona percepções, afetos e modos de habitar, indo além da visão instrumental ou estética; e vincula-se aos in-between spaces ao mostrar como a condição liminar e…
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Materialidade aérea
Compreensão do ar como uma substância material com ação no espaço. A condição do ar como um material que estrutura as experiências espaciais e a vida A materialidade aérea, entendida como a compreensão do ar como uma substância material com ação no espaço e como condição que estrutura tanto as experiências espaciais quanto a vida, conecta-se ao urbanismo menor ao mostrar como práticas cotidianas e infraordinárias se configuram em diálogo com as condições atmosféricas, revelando a agência do ar no habitar; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao afirmar o ar como material ativo e estruturador da percepção, capaz de moldar ambiências por meio de densidade, movimento, temperatura e qualidade ambiental;…
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Experiência espacial
Relação vivida e sentida com o espaço arquitetônico. Experiência corporal e sensorial do espaço além de sua geometria. A experiência espacial, entendida como a relação vivida e sentida com o espaço arquitetônico para além de sua geometria, conecta-se ao urbanismo menor ao ressaltar como práticas cotidianas e infraordinárias transformam o modo de habitar a cidade a partir da vivência corporal e sensorial, e não apenas por sua organização formal; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a base fenomenológica da percepção arquitetônica, onde luz, som, textura, temperatura e movimento definem modos de experimentar o espaço; e vincula-se aos in-between spaces ao se intensificar em zonas de transição e liminaridade, nas…
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Meio etéreo
Ambiente intangível que condiciona a percepção e a estética do espaço. O ar como um meio imaterial e cultural que define o sensível. O ar como um meio cultural, estético e político que estrutura sensibilidades e representações, e não apenas a realidade física. O meio etéreo, entendido como ambiente intangível que condiciona a percepção e a estética do espaço, conecta-se ao urbanismo menor ao destacar como práticas infraordinárias e culturais se constroem em diálogo com o ar, a luz e as condições imateriais que moldam a vida urbana; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir o campo imaterial, cultural e político no qual se estruturam sensibilidades, representações e experiências coletivas,…
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Estética fenomenológica
Abordagem estética baseada na experiência vivida e na fenomenologia. Perspectiva fenomenológica que estuda a experiência de atmosferas. A estética fenomenológica, entendida como uma abordagem estética baseada na experiência vivida e na fenomenologia, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar práticas situadas e cotidianas que revelam o espaço urbano a partir da vivência concreta dos corpos, em contraste com visões abstratas ou totalizantes; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir a perspectiva teórica que investiga a experiência das atmosferas, enfatizando a percepção, a corporeidade e a relação afetiva entre sujeito e ambiente; e vincula-se aos in-between spaces ao evidenciar como a condição liminar e transicional intensifica a experiência fenomenológica do espaço, tornando…
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Estética ecológica
Estética que articula percepções sensíveis ambientais e a sustentabilidade. A estética ecológica, entendida como a abordagem que articula percepções sensíveis ambientais e sustentabilidade, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar práticas cotidianas e comunitárias que incorporam valores ambientais e experiências infraordinárias no cuidado com o território urbano; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao propor uma integração entre percepção estética e ecologia, na qual o ambiente sensível é indissociável das condições materiais e dos processos de sustentabilidade; e vincula-se aos in-between spaces ao enfatizar a relevância de zonas liminares e intersticiais — margens fluviais, vazios urbanos, bordas ecológicas — como territórios férteis para a construção de sensibilidades estéticas e práticas sustentáveis que…
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Estética atmosférica
Estudo da beleza e da sensibilidade produzidas pelas atmosferas espaciais. Perspectiva estética que coloca a atmosfera como uma categoria central. A estética atmosférica, entendida como o estudo da beleza e da sensibilidade produzidas pelas atmosferas espaciais e como uma perspectiva que coloca a atmosfera no centro da reflexão estética, conecta-se ao urbanismo menor ao valorizar práticas infraordinárias e situadas que transformam a experiência urbana por meio da criação de ambiências significativas fora dos discursos monumentais; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir a abordagem teórica e prática que reconhece a atmosfera como categoria estética autônoma, responsável por moldar a percepção, os afetos e a vivência do espaço; e vincula-se aos…
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Espaçamento aerostático (aerostatic spacing)
Conceito atmosférico que descreve o espaçamento produzido pelo ar e sua densidade. Concepção do espaço urbano como configurado pelo ar e sua materialidade. Conceito que descreve a organização espacial por meio de dinâmicas aéreas, fluxos e pressões atmosféricas. Compreensão do espaço como modulado pelo ar e pelas forças materiais/afetivas que afetam os corpos e as percepções O espaçamento aerostático (aerostatic spacing), entendido como conceito atmosférico que descreve a organização espacial produzida pelo ar, sua densidade e suas dinâmicas, conecta-se ao urbanismo menor ao destacar como práticas infraordinárias e situadas são moldadas pelas condições materiais e afetivas do ar, revelando formas de habitar que não dependem apenas da estrutura construída; relaciona-se…
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Espaços emocionais
Ambientes que geram e modulam estados afetivos coletivos. Os espaços emocionais, entendidos como ambientes que geram e modulam estados afetivos coletivos, conectam-se ao urbanismo menor ao mostrar como práticas infraordinárias e comunitárias produzem lugares marcados por vínculos afetivos e usos compartilhados que escapam ao planejamento formal; relacionam-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituírem ambiências que intensificam ou modulam emoções coletivas, fazendo do espaço urbano um campo de ressonância sensível; e vinculam-se aos in-between spaces ao se manifestarem com força em zonas de encontro, passagem e liminaridade, onde a ambiguidade espacial favorece a emergência de afetos comuns e a reconfiguração da experiência de habitar. Griffero, T. (2014). Atmospheres: Aesthetics of emotional…
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Espaço sensorial
Espaço definido por experiências sensoriais. Dimensão perceptual do espaço urbano e arquitetônico. O espaço sensorial, entendido como espaço definido por experiências sensoriais e como dimensão perceptual do espaço urbano e arquitetônico, conecta-se ao urbanismo menor ao mostrar como práticas cotidianas e infraordinárias reorganizam a experiência urbana a partir da ativação dos sentidos, deslocando o foco da forma construída para a vivência; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a expressão concreta da experiência multissensorial, na qual visão, tato, olfato, audição e movimento corporal configuram modos de habitar; e vincula-se aos in-between spaces ao emergir com maior intensidade em zonas de transição e liminaridade, onde a passagem e o encontro multiplicam…
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Espacialidade atmosférica
Como as atmosferas geram uma espacialidade sensível além do físico. A espacialidade atmosférica, entendida como a forma pela qual as atmosferas geram uma espacialidade sensível além do físico, conecta-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas infraordinárias e situadas podem transformar a percepção do espaço urbano ao criar condições afetivas e coletivas que ultrapassam a materialidade; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a dimensão imaterial e experiencial do espaço, onde luz, clima, som e presença social definem modos de habitar que não se reduzem à geometria ou à forma; e vincula-se aos in-between spaces ao emergir com intensidade em territórios liminares e intersticiais, onde a ambiguidade espacial potencializa a…
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Espace indicible Le Corbusier
Formulada por Le Corbusier em 1946, refere-se à dimensão inefável e irredutível da experiência arquitetônica, aquela que não pode ser totalmente expressa em palavras ou reduzida a um cálculo técnico. Em relação ao urbanismo menor, o espace indicible abre caminho para reconhecer a importância das práticas espaciais infraordinárias que, mesmo sem monumentalidade, produzem intensidades significativas e carregadas de sentido. Trata-se de um campo onde o não normativo e o cotidiano podem produzir experiências urbanas profundas. Do ponto de vista das atmosferas espaciais, esse conceito é central, pois destaca a qualidade imaterial, perceptiva e afetiva da arquitetura: a luz, a sombra, o silêncio, a escala ou a textura são fatores que,…
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Entorno sensível
Configuração perceptual de um espaço que afeta a experiência humana. O entorno sensível, entendido como a configuração perceptual de um espaço que afeta diretamente a experiência humana, conecta-se ao urbanismo menor ao destacar como práticas cotidianas e microintervenções podem transformar a qualidade sensorial de um lugar e, com isso, modificar a forma de habitar; relaciona-se às atmosferas espaciais ao constituir a dimensão perceptiva e afetiva do espaço urbano, onde fatores como luz, temperatura, som e materialidade configuram experiências coletivas e emocionais; e vincula-se aos in-between spaces ao emergir em zonas de transição e liminaridade, nas quais a ambiguidade espacial intensifica a percepção e a sensibilidade, convertendo passagens e interstícios em…
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Embodied atmospheres (Rudofsky)
Uma atmosfera incorporada se manifesta na interação entre os corpos e o ambiente construído, onde as condições espaciais e ambientais são inseparáveis da percepção e da própria vida. As embodied atmospheres (Rudofsky), entendidas como atmosferas incorporadas que se manifestam na interação entre corpos e ambiente construído, conectam-se ao urbanismo menor ao valorizar práticas infraordinárias e situadas que evidenciam a inseparabilidade entre modos de vida cotidianos e condições espaciais, mostrando que o habitar é sempre corporal e relacional; relacionam-se às atmosferas espaciais ao constituírem a experiência sensorial encarnada, na qual luz, clima, texturas e sons são percebidos através do corpo e moldam intensamente a vivência arquitetônica; e vinculam-se aos in-between spaces…
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Ecologia política do ar
Reflexão sobre as implicações sociais e políticas do ar como um recurso comum. Uma perspectiva que entende o ar como um recurso político e comum. A ecologia política do ar, entendida como uma reflexão sobre as implicações sociais e políticas do ar como um recurso comum, conecta-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas locais e coletivas podem reivindicar a gestão e o cuidado do ar enquanto bem público, resistindo à sua mercantilização ou apropriação privada; relaciona-se às atmosferas espaciais ao mostrar que o ar não é apenas condição física, mas também dimensão sensível e compartilhada, capaz de gerar experiências de injustiça ambiental ou de solidariedade comunitária; e vincula-se aos…
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Ecologias afetivas
Interações emocionais entre corpos, espaços e ambientes. Relaciona-se ao urbanismo menor ao legitimar experiências afetivas cotidianas; às atmosferas espaciais ao constituir sua base fenomenológica; e aos in-between spaces ao emergir em zonas liminares de encontro. As ecologias afetivas, entendidas como interações emocionais entre corpos, espaços e ambientes, conectam-se ao urbanismo menor ao mostrar como o afeto cotidiano é potência de transformação urbana; relacionam-se às atmosferas espaciais ao constituírem sua base fenomenológica de experiências sensíveis; e vinculam-se aos in-between spaces por emergirem em zonas liminares de encontro, onde afetos coletivos se intensificam.
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Design sensorial
Práticas de design focadas nos sentidos e na experiência perceptiva ee corporal. O design sensorial, entendido como práticas de design focadas nos sentidos e na experiência perceptiva e corporal, conecta-se ao urbanismo menor ao inspirar microintervenções e práticas cotidianas que transformam o espaço urbano por meio da intensificação das experiências sensoriais, deslocando a atenção do planejamento formal para o corpo e o vivido; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a dimensão projetual centrada na percepção multissensorial, na qual visão, tato, olfato, audição e movimento corporal são considerados como elementos estruturantes do espaço; e vincula-se aos in-between spaces ao se manifestar em zonas liminares e transitórias, onde a proximidade, a…
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Design atmosférico
Design orientado para a criação intencional de atmosferas. Prática de projeto que planeja material, luz, som e sequências para gerar experiências sensíveis específicas. O design de atmosferas (designing atmospheres), entendido como o conjunto de práticas de projeto destinadas a criar e modular atmosferas, conecta-se ao urbanismo menor ao oferecer ferramentas para microintervenções situadas e infraordinárias, nas quais o cuidado com a percepção sensorial potencializa a experiência cotidiana do espaço; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir a própria prática intencional de produção de ambiências, utilizando luz, som, materiais, cores e texturas para moldar estados emocionais e afetivos; e vincula-se aos in-between spaces ao operar em zonas liminares e transicionais, onde…
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Corporeidade sensível
Dimensão encarnada da experiência atmosférica, inspirada na fenomenologia. Relaciona-se ao urbanismo menor ao enfatizar o corpo no cotidiano; às atmosferas espaciais ao constituir sua essência perceptiva; e aos in-between spaces ao destacar a corporeidade nas zonas liminares. A corporeidade sensível, que enfatiza a experiência encarnada inspirada na fenomenologia, conecta-se ao urbanismo menor ao legitimar o corpo cotidiano como agente de transformação; relaciona-se às atmosferas espaciais ao evidenciar a percepção corporal como essência da experiência atmosférica; e vincula-se aos in-between spaces ao destacar a corporeidade nos espaços liminares, onde o corpo sente intensamente a transição.
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Construção atmosférica
Processo de design voltado para a produção de atmosferas específicas. Processo arquitetônico que projeta e produz atmosferas. A construção atmosférica, entendida como o processo de design voltado para a produção de atmosferas específicas, conecta-se ao urbanismo menor ao oferecer um instrumento projetual flexível para microintervenções urbanas, permitindo que práticas situadas incorporem intencionalmente variáveis de luz, ventilação, materialidade ou som no cotidiano da cidade; relaciona-se às atmosferas espaciais ao constituir uma abordagem técnica e estratégica para moldar condições ambientais — regulando temperaturas, circulações de ar, texturas ou densidades de uso — de modo a gerar efeitos perceptíveis e coletivos; e vincula-se aos in-between spaces ao demonstrar como a manipulação controlada de…
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Attunement (Ajuste atmosférico)
Sintonia perceptiva do corpo e afetiva com o ambiente e suas atmosferas. Ajuste sensorial e emocional às atmosferas espaciais. Processo de ajuste da percepção coletiva a atmosferas específicas. Ajuste afetivo-corporal aos ambientes; capta como os corpos e as percepções são “ajustados” em situações comuns A sintonização atmosférica (attunement), entendida como o ajuste sensorial e emocional às atmosferas espaciais, conecta-se ao urbanismo menor ao ressaltar como práticas cotidianas e infraordinárias dependem da capacidade de perceber e adaptar-se às condições sensíveis do espaço urbano; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir o próprio processo fenomenológico de afinação entre corpo e ambiente, no qual luz, som, temperatura e materialidade configuram experiências emocionais compartilhadas;…
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Atmosferas sonoras
Estudo de como o som molda a percepção espacial e afetiva da cidade. Relaciona-se ao urbanismo menor por influenciar práticas infraordinárias; às atmosferas espaciais diretamente por sua dimensão acústica; e aos in-between spaces ao intensificar a experiência em passagens e zonas de transição. As atmosferas sonoras, que estudam como o som molda a percepção espacial e afetiva da cidade, conectam-se ao urbanismo menor ao dar sentido a práticas sonoras do cotidiano como formas de habitar; relacionam-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir sua dimensão acústica essencial; e vinculam-se aos in-between spaces ao intensificar a experiência em passagens e zonas de transição, onde o som reconfigura a ambiência.
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Atmosfera comum
Condição atmosférica compartilhada que promove a comunidade. Dimensão compartilhada do sensível como uma condição da vida urbana. A atmosfera comum, entendida como a condição atmosférica compartilhada que promove a comunidade e como dimensão coletiva do sensível na vida urbana, conecta-se ao urbanismo menor ao reforçar práticas comunitárias e infraordinárias que constroem pertencimento e solidariedade no cotidiano da cidade; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir a base afetiva e perceptiva compartilhada, na qual luz, som, clima e usos coletivos produzem experiências comuns de habitar; e vincula-se aos in-between spaces ao manifestar-se em zonas liminares de encontro e transição, onde o caráter coletivo da atmosfera emerge com maior intensidade, transformando bordas…
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Arquiteturas atmosféricas
Arquiteturas concebidas como geradoras de atmosferas. Dimensão atmosférica criada intencionalmente na arquitetura. Abordagem arquitetônica que integra a atmosfera como o núcleo do design. Uma estrutura que entende a arquitetura como a arte de produzir condições afetivas e de presença. As arquiteturas atmosféricas, entendidas como construções concebidas para gerar atmosferas e integrar a dimensão sensível como núcleo do design, conectam-se ao urbanismo menor ao inspirar microintervenções e práticas situadas que deslocam a atenção da forma monumental para a criação de experiências cotidianas de habitar; relacionam-se diretamente às atmosferas espaciais por constituírem a arte de produzir condições afetivas e de presença, onde luz, materialidade, som e escala atuam como dispositivos de sintonização…
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Ambiente sensorial
Atmosfera perceptível por meio de emoções e sentidos. O ambiente sensorial, entendido como uma atmosfera perceptível por meio de emoções e sentidos, conecta-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas cotidianas e microintervenções transformam a experiência urbana a partir da intensificação sensorial do espaço; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais por constituir a base fenomenológica da percepção, onde visão, tato, olfato, audição e temperatura conformam experiências afetivas e coletivas; e vincula-se aos in-between spaces ao emergir em zonas liminares e transicionais, nas quais a sensorialidade é amplificada pela ambiguidade espacial, transformando passagens, bordas e interstícios em lugares significativos de experiência. Pallasmaa, J. (2012). The eyes of the skin: Architecture and the…
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Afetividade arquitetônica
Mais em ‘Atmosferas‘: Qualidade ambiental produzida intencionalmente pela arquitetura. A capacidade da arquitetura de produzir efeitos e respostas emocionais. Conceitos diretamente relacionados: Acunpuntura Urbana; Afetividade Arquitetônica; Agencia Infraordinária; Agenciamento coletivo; Ambiente Sensorial. A afetividade arquitetônica, entendida como a capacidade da arquitetura de produzir efeitos e respostas emocionais por meio de qualidades ambientais intencionalmente projetadas, conecta-se ao urbanismo menor ao mostrar como pequenas práticas e intervenções situadas podem gerar vínculos emocionais significativos no cotidiano urbano, deslocando o foco da monumentalidade para o sensível; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a dimensão afetiva do espaço, onde luz, materialidade, escala e som se convertem em agentes que moldam a experiência perceptiva e…