Experiência espacial
Relação vivida e sentida com o espaço arquitetônico. Experiência corporal e sensorial do espaço além de sua geometria.
A experiência espacial, entendida como a relação vivida e sentida com o espaço arquitetônico para além de sua geometria, conecta-se ao urbanismo menor ao ressaltar como práticas cotidianas e infraordinárias transformam o modo de habitar a cidade a partir da vivência corporal e sensorial, e não apenas por sua organização formal; relaciona-se diretamente às atmosferas espaciais ao constituir a base fenomenológica da percepção arquitetônica, onde luz, som, textura, temperatura e movimento definem modos de experimentar o espaço; e vincula-se aos in-between spaces ao se intensificar em zonas de transição e liminaridade, nas quais a passagem, o encontro e a ambiguidade espacial multiplicam estímulos perceptivos e tornam a experiência mais densa e significativa.
Pallasmaa, J. (2012). The eyes of the skin: Architecture and the senses. Wiley.
Seamon, D. (2000). A way of seeing people and place: Phenomenology in environment-behavior research. In S. Wapner et al. (Eds.), Theoretical perspectives in environment-behavior research (pp. 157–178). Springer.
Merleau-Ponty, M. (2012). Phenomenology of perception. Routledge.