Multitudo
- Acupuntura urbana;
- Agência infraordinária;
- Agenciamento coletivo;
- Arquitetura Menor;
- Arquiteturas atmosféricas (atmospheric architectures);
- Autogovernança;
- Belas artes vs. artes mecânicas ou úteis;
- Cohabitação (co-inhabitation);
- Colonialidade;
- Comuns Urbanos;
- Comunalização / produção do comum (commoning);
- Decolonialidade;
- Direito à cidade;
- Desregulamentação e flexibilidade normativa;
- Desterritorialização;
- Domesticidade Urbana;
- Ecologias do cotidiano;
- Infraestruturas sociais;
- Laboratórios urbanos;
- Literatura menor;
- Maritório;
- Meio etéreo (ethereal medium);
- Microintervenções urbanas;
- Micropolítica urbana;
- Non-Plan;
- Planejamento Urbano Fraco (Branzi);
- Politização do enunciado individual;
- Práticas espaciais não normativas;
- Situacionalidade urbana;
- Táticas infraestruturais;
- Urbanismo comunitário;
- Urbanismo contingente;
- Urbanismo de guerrilha;
- Urbanismo Faça-Você-Mesmo (DIY);
- Urbanismo emergente;
- Urbanismo estratégico;
- Urbanismo insurgente;
- Urbanismo insurgente digital;
- Urbanismo multiespécie;
- Urbanismo tático;
A multitudo, retomada por Antonio Negri e Michael Hardt a partir de Baruch Spinoza, designa uma forma de coletividade que não depende de uma identidade unificada, mas que se constitui pela diversidade e pela potência de ação comum. Em Spinoza, no Tratado Político, a multitudo refere-se a um conjunto de pessoas não necessariamente organizadas politicamente, mas que possuem a capacidade de agir coletivamente, podendo ser ao mesmo tempo motor de transformação e espaço de irracionalidade. Já em Negri e Hardt, a multitudo surge como classe global emergente, que se opõe às formas tradicionais de soberania e poder, buscando construir novas formas de organização social baseadas na cooperação, na autonomia e na produção de comum.
Conceitos diretamente relacionados: em breve.
Relaciona-se ao urbanismo menor por sua ênfase nas práticas coletivas infraordinárias e na capacidade de auto-organização contra estruturas dominantes; conecta-se às atmosferas espaciais por instaurar ambiências políticas e afetivas coletivas, nas quais a experiência comum ganha corpo; e vincula-se aos in-between spaces ao operar como força liminar, capaz de transitar entre institucionalidade e informalidade, ordem e insurgência, estabelecendo novos modos de coabitação e agência urbana.
Referências:
Hardt, M., & Negri, A. (2000). Empire. Cambridge, MA: Harvard University Press.
Hardt, M., & Negri, A. (2004). Multitude: War and democracy in the age of Empire. New York: Penguin.
Spinoza, B. (2004). Tratado político. Madrid: Alianza Editorial. (Original publicado em 1677)
Conexões:









































































































































































































































































