Atmosferas

Umbrais urbanos

Refere-se aos espaços de transição que fazem a mediação entre o público e o privado, o aberto e o fechado, o institucional e o cotidiano. Eles não se reduzem apenas a elementos arquitetônicos – portas, entradas, lobbies -, mas também abrangem áreas liminares da cidade onde são negociadas práticas de coexistência, formas de apropriação e maneiras de habitar.


Os umbrais urbanos, entendidos como espaços de transição que mediam entre o público e o privado, o aberto e o fechado, o institucional e o cotidiano, conectam-se ao urbanismo menor ao evidenciar como práticas cotidianas e não normativas se apropriam desses territórios liminares, transformando-os em lugares de convivência e agência coletiva; relacionam-se às atmosferas espaciais ao mostrar como tais zonas produzem ambiências singulares de passagem, marcadas por luz, som, temperatura e encontros que configuram experiências sensoriais e afetivas; e vinculam-se diretamente aos in-between spaces por constituírem, em essência, territórios liminares e intersticiais, onde se negociam continuamente as fronteiras do habitar e se abrem possibilidades de transformação social e urbana.

Referências:
Harvey, Lynch (bordas), Lefebvre.

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